Tradução por: Cíntia Alves
Texto fonte: Usa Today

As férias da maioria das pessoas estão diminuindo, embora Adam Driver esteja apenas se preparando para as dele. “Não tenho nada”, admite Driver sobre seus próximos trabalhos. “Estou dando uma folga e não estou pensando em câmeras ou trabalho.”

Nesta sexta-feira, porém, ele está de volta às telonas na comédia de Steven Soderbergh, Logan Lucky. Estrelando Driver e Channing Tatum, são dois irmãos pertencentes à Virgínia Ocidental que planejam um assalto à Charlotte Motor Speedway durante uma grande corrida da NASCAR.

Jimmy Logan, personagem de Tatum, é o primeiro a colocar o trabalho em movimento, enquanto o irmão Clyde, um barman que também é um veterano da guerra do Iraque que tivera o braço amputado, é o mais contemplativo – o oposto do vilão de Star Wars, Kylo Ren, de cabeça quente e sabre de luz, a quem ele se dedica em Os Últimos Jedi. Clyde “tem que pensar em tudo, apresentar todas as opções, antes de tomar qualquer atitude”, diz Driver, que também protagoniza no próximo O Homem que Matou Dom Quixote de Terry Gilliam.

O ator fala ao USA TODAY sobre Logan Lucky, fazendo martinis enquanto usava uma prótese de braço e exercendo qualquer outra habilidade ele tem tentado dominar ultimamente.

Como falar na Virgínia Ocidental se compara com aprender outros sotaques?
Foi mais fácil. Em ‘Silêncio’, por exemplo, tivemos que fazer um dialeto português sutil e isso foi realmente difícil, porque o conceito era que se eles estão falando português um com o outro, eles não estão cometendo erros. Quando é mais musical, como um dialeto da Virgínia Ocidental, você pode se inclinar mais para ele. E também, eu tenho família em toda a região Sul e Oeste da Virgínia, portanto, está aqui em algum lugar.

Quão complicado é fazer um martini usando apenas uma mão?
(Risos) O mesmo com o aprendizado de um dialeto; é quebrá-lo em pedaços e construí-lo até que você consiga acertar. É uma boa carta para ter na manga se você quiser entrar em um bar e julgar o barman, que está fazendo isso com duas mãos e devagar.

Clyde foi uma mudança agradável e alegre de seu papel mais sério em Star Wars?
Eu realmente não penso em termos de “ok, eu tenho feito isso e agora tenho que mudar por mim mesmo”. Espero seguir diretores realmente bons e se funcionar a forma como eu trabalho com eles, esse é o tom do filme.

Dom Quixote levou 17 anos para Gilliam terminar. Quais são as vantagens para o seu personagem nisso?
Me lembro de ouvir falar sobre o filme quando eu estava na escola. De repente, depois de tantos anos, estar nele é tudo muito surreal. (Toby) dirige comerciais e ele está longe da parte imaginativa e excitante de ser criativo – ele está preso nesta parte lamacenta do seu trabalho e perdeu o interesse. Ele se depara com Quixote, interpretado por Jonathan Pryce, e isso desperta muitas coisas para ele. Felizmente, a hilaridade segue.

Você está ansioso para voltar para Star Wars: Episódio IX?
Se acontecer, claro. Eu gosto de fazer parte desses filmes e das pessoas envolvidas nisso, então se acontecer de novo, ótimo.

Enquanto isso, o que Adam Driver faz para se divertir em seu tempo livre?
Eu não sei o que faço para me divertir – não sou divertido. (Risos) Espero que seja cozinhar. Sinto que deveria saber fazer rolo de carne, então isso tem sido interessante. Eu gosto de cozinhar porque não precisa ser exato. Desde que você não passe a salmonela, só vai!