Atualmente na Itália junto de Lady Gaga enquanto filmam o filme Casa da Gucci, o ator Adam Driver, sem dúvidas, parece o típico italiano que uma vez dirigiu a grande empresa de moda. Dirigido por Ridley Scott, o filme [House of Gucci] é todo sobre a personagem de Lady Gaga, Patrizia Reggiani, que foi condenada a 29 anos de prisão após planejar o assassinato de seu ex-marido, que foi morto em 1995. Os dois foram clicados pelos paparazzi durante uma sessão de fotos. Em seu tempo livre, Adam Driver foi visto usando o novo relógio Breitling Top Time Deus Limited Edition. Ele é, afinal, embaixador da marca Breitling e faz parte da Brigada de Cinema da marca.

(Curiosamente, Lady Gaga é uma embaixadora da marca Tudor e ambas as marcas trabalharam juntas no passado).

Este ano, Adam Driver, outrora um marinheiro naval dos Estados Unidos, também protagoniza o drama histórico The Last Duel, um filme programado para ser lançado no outono, que acontece na França medieval. Driver contracena com Matt Damon e os dois, melhores amigos, são ordenados a lutar até a morte após o personagem de Driver acusar o personagem de Damon de estuprar sua esposa.

“Estar em The Last Duel é realmente diferente. Eu nunca estive nesse mundo antes em um filme e gosto da diversidade. É bom não ter uma expectativa do que devo e não devo fazer. Eu gosto de ser surpreendido”, disse Driver recentemente em uma entrevista privada. Ele também falou sobre o seu tempo e seus relógios.

Quando Breitling o convidou para fazer parte da equipe de cinema da marca, Driver disse que gostou da ideia dos diferentes grupos que a marca está formando, do fato de que havia outros no elenco e se trata de um trabalho em equipe. Ainda, comentou que gosta dos relógios Breitling, por isso a parceria fez sentido. “Tudo o que eu faço requer uma equipe. Assim como nos filmes, alguém tem que fazer tudo funcionar, acender as luzes, ligar as câmeras. É todo um esforço em grupo e eu gosto que Breitling reconheça isso.”, disse ele.

Segundo Driver, ele havia tentado se tornar ator há 20 anos, mas falhou e optou por se juntar aos fuzileiros navais. “Foi logo após o 11 de setembro e sinto que a maioria das pessoas da minha idade naquela época queria fazer algo e se envolver. Foi um pouco disso, juntamente com o fato de eu estar meio sem rumo. Eu tinha ido à Califórnia para ser ator, mas deu muito errado porque fiquei sem dinheiro logo que cheguei lá. Então voltei para Indiana para conseguir um emprego e eu estava sem rumo, então entrei para os Fuzileiros Navais.”.

Então, como o fuzileiro naval regulamentado posteriormente fez a transição para estudar na Juilliard e finalmente se tornar um ator talentoso?

“No início foi muito difícil”, diz Driver. “Foi difícil até mesmo tentar dizer às pessoas que eu estava no exército, o que eu estava fazendo o dia todo. Vestindo calça de moletom, fazendo exercícios de atuação como vibrar a língua e aprender pentâmetro iâmbico. Superficialmente, parecia muito oposto, mas então comecei a fazer a conexão de que você deve seguir o processo. É semelhante à ideia de esquadrão [do exército, NTD]; é ter um papel dentro de uma unidade e você tem que conhecer seu papel muito bem, e o sucesso da história como um todo, ou qual seja a missão geral, é baseado no esforço coletivo, não apenas em conhecer bem o seu papel. Há tantas pessoas lá para apoiá-lo. Obviamente, o resultado final é drasticamente diferente, mas o processo em que você trabalha é quase exatamente o mesmo.”

Driver, que também faz apresentações e peças de teatro, encontrou uma maneira de misturar as duas experiências mundiais. Ele formou uma organização sem fins lucrativos chamada Arts in the Armed Forces, que começou com ele lendo peças para as forças militares, mas que cresceu exponencialmente.

“Eu vim de uma base onde vi muitas pessoas na minha unidade que não conseguiam articular um sentimento, e isso levou à violência. Os militares se orgulham de serem comunicadores oficiais, mas quando não há espaço para articular algo que acabou de acontecer, as pessoas precisam de uma saída. Eu continuava a estender a mão às bases militares e continuava obtendo a mesma resposta, “as pessoas nas forças armadas não querem ver peças teatrais”.” Segundo Driver, ele começou lendo peças como um monólogo, a fim de dar às pessoas algo abstrato com o qual elas pudessem se identificar. Tornou-se tão bem sucedido que agora eles realmente as lêem com outros atores.

“Escolhemos uma peça boa de um autor estadunidense contemporâneo e vamos a uma base. Lá, lemos a peça sem cenário, sem fantasias, sem luzes. Apenas a lemos para mostrar que o teatro pode ser criado em qualquer cenário, e depois conversamos. As pessoas fazem conexões vendo isso e, como ator, é tão gratificante. É um grande lembrete de como se tira o teatro de Nova York [Broadway] e, de repente, ele se torna uma arma, ele tem ação e energia. Além disso, desmistifica os militares. As pessoas presumem que os militares são apenas robôs que respondem, mas são pessoas reais”.

O ator afirma que a organização sem fins lucrativos oferece um subsídio de US $10.000 a uma pessoa do exército que escreveu uma peça de teatro ou um filme sobre o que quiser – mas não sobre os militares. A resposta tem sido ótima. Desde a COVID-19, eles não puderam viajar para as bases e atuar, mas pediram às pessoas que escrevessem sobre um filme que os inspirou e depois tiveram um público digital e as discussões tiveram lugar.

Então, como ele concilia todas as coisas que faz, de filmes a teatro e peças de teatro? Driver conta que aprendeu o quanto você pode ser produtivo em um único dia. “Eu quero fazer tudo. Eu não quero fugir de algo porque é complicado em termos de tempo. Eu não faço tudo muito bem, às vezes algo passa despercebido, mas é tudo uma questão de gerenciamento de tempo. Isso é algo que aprendi no serviço militar. Estávamos caminhando por quilômetros, preparando tiros e muito mais. Isso me deixou ciente do que pode ser realizado em um dia e que continuou melhorando na minha carreira de ator depois. Tempo é algo que nunca é suficiente, mas você deve usá-lo com sabedoria.”

E quanto ao relógio Breitling Top Time Deus Limited Edition que ele está usando na Itália, é o resultado de uma parceria entre a Breitling e a marca de estilo de vida australiana Deus Ex Machina. Breitling é agora o cronometrista oficial do Deus Swank Rally, um campeonato épico de motos, no qual celebra os modelos mais antigos de motos e que acontece em diferentes locais ao redor do mundo. O cronômetro de 41mm certificado pelo COSC oferece funções de cronógrafo e é movido por um movimento mecânico Breitling, vendido por $4.990.

Tradução por Cíntia Alves
Texto original por Forbes.

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